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(500) days of Summer, de Marc Webb


A gracinha de baixo custo precisou de somente 7.5 milhões de dólares para ser produzido, coisa bem abaixo do esperado para qualquer coisa feita lá no norte das américas. O despretencioso primogênito de Marc Webb entrega o peixe nos primeiros minutos corridos: o que você vai assistir durante as duas próximas horas de sua vida é mais uma história onde garoto encontra garota. Nada menos, nada mais.

 

Entretanto, não se deixe levar somente por esta premissa simplória! Com carreira videoclipada Webb traz suas referências visuais e, de uma forma Cameron Crowe, consegue incluir toda sua playlist ‘on to go’ transformando o filme em um tipo de ópera-indie-cool-progressiva. Bacana de assistir, com personagens no mínimo cativantes.

Joseph Gordon-Levitt faz Tom, um arquiteto bobão que além de ser altamente influenciado pela fase depressiva dos Smiths (teve outra?), nunca teve lá muito sucesso com as mulheres. No ápice de sua carreira como autor de cartões (sim, tipo Hallmark) ele conhece Summer (Zooey Delicinha), a nova assistente boazuda de seu chefe. Curiosamente ela tem o mesmo gosto musical que ele, mas não acredita no amor verdadeiro. Isso é, até então.

Autista e linda

Eu sou intrigado pela Zooey Deschanel. Puta guria linda que dói o fundo da retina com sua belezura absurdamente inalcançável! E ainda tem uma banda de twee pop, o que a deixa ainda mais fofurinha. Nesta epopéia de contemplação, assisti a uns 6 ou 8 filmes com ela. Entre eles os bacanas ‘Gigante‘ e ‘O Boa Vida‘ e o pipoca queimada ‘Sim, Senhor‘. Em todos eles, curiosamente, ela parecia autista. E olha que são plotes completamente diferentes! Ainda autistando de forma linda, deliciosa e graciosa, ela participou de uma temporada do reality show Top Chef como convidada. A mesma coisa dos papéis supracitados.

Voltando ao filme, alguns personagens têm referências fortes de outros pipocas. A relação Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) com sua irmã que parece a Miss Sunshine, por exemplo, é praticamente a mesma que Chris Pine tem com sua irmã no enfadonho ‘Sorte no Amor‘, de 2006 (um dos últimos da Lindsay Lohan sóbria e ruiva). Mas isso não tira nem um pouco o brilho da bagaça, que além de contar com uma narrativa não muito óbvia e personagens bem mais adultos e estruturados, tem um sound design divertidíssimo e rola também a beleza da Zooey, toda molhadinha, aos 42′ de filme.

O filme, como um pacote completo é recomendadíssimo! Me diverti muito no cinema e novamente agora, enquanto rola uma reprise na tv a cabo. ;)

IPC: Me recuso a ser o único homem a acreditar que ela fez dele gato e sapato, ok? Malvada, gostosa e vilã!

Kick Ass (Kick Ass) – EUA, 2010

De Matthew Vaughn, com um monte de quase famosos como Nicolas Cage e a delicinha Lyndsy Fonseca.

Uma pipoca de Matthew Vaughn, dos bacanudos SNATCH e Destino Insólito (vai lá, você curtiu ver a Madonna levando umas bifas!). Kick Ass veio com a premissa de dar um f5 na pegada dos ‘super hero movies’ que assombraram os anos 2000. Falho e com a mesma linguagem cartoon de sempre, revolucionou ao usar tanto sangue quanto Kill Bill, mas ainda menos que Paixão de Cristo.

Os personagens de 75 milhões de doletas até surpreendem. Temos a Hit Girl, um mix de Nikita e Reagan, que diverte com citações infames e por todo o apelo do politicamente incorreto. Mas tudo perde a graça quando o Nicolas Cage resolve cantar o roteiro. Sim, ele faz o pai da pirralha enfurecida supracitada.

Bem, é. Em uma palavra? Fofinho.

Curiosamente, o filme vale os 117 minutos da sua vida. Não inclui nada de novo, mas afirma os bons valores de amizade, família e todo o pacote incluso. Logo, uma fofura e relevantemente divertido.

Homem de ferro (Iron Man), EUA 2008, \'Podeeeeer!\' U$$186 milhas

de Jon Fraveau, com Robert Downey Jr, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow.

 

Tony Stark (Robert Downey-The 80′s-Jr) é o maior arquiteto e fornecedor de armas da indústria bélica norte-americana. Herdeiro do império e fortuna de seu pai, crê que uma boa arma é aquela que somente é disparada uma vez. Mas toda sua ‘crença’ é colocada a prova quando sequestrado por afegães durante uma demonstração de armas. Mantido em cativeiro, é obrigado pelo  líder dos rebeldes a construir um míssil ultra-mega-ofensivo para atacar americanos. Indignado, ele usa seu talento para criar uma armadura. Esta que o ajudaria a fugir do cativeiro, é na verdade um berço para um novo super-anti-herói, o Homem de Ferro, que pega geral, exceto sua linda assistente, Miss Potts (Gwyneth-Shakespeare-Paltrow).

 

E ele salva o mundo… de si mesmo.

 

Primeiramente é legal destacar que nunca fui  muito o cara de HQs. Sempre curti, entretanto nunca fui o tipo ‘geeky’ de acompanhar semanalmente ou mensalmente. E discordo plenamente de quem o que caracteriza uma  boa adaptação de superhero movie pela qualidade dos efeitos especiais e a quantidade de cenas de ação, até porquê com a atual Hollywood, isso é inquestionável como qualidade. Já o ‘teor humano’ na tela sim, para mim, é o que caracteriza o blockbuster como: fodão ou chato pra caralho. Das  três HQs que acompanhava, X-Men e Quarteto Fantástico continuam sendo as mais bacanas adaptadas, enquanto Homem Aranha perdeu a graça depois de virar emo (triste fim para o super herói da minha infância). Nunca acompanhei de fato Iron-man. E fui com um pé e um calcanhar atrás para a sala de cinema pois acreditava ser mais um filme boom-boom onde tudo e todos explodem, com aquela já sacada ‘pitada de humanidade’ e um babacão Parker como protagonista. E gostei de quebrar a cara, desta vez.

 

\'Pressing the big-red-button\' Com apenas vinte minutos e ambientação completa (três ‘urras’ para Syd Field) Tony Stark se mostra um canastrão, a trilha sonora e scoring lhe faz dizer ‘hell, yeah!‘ e o vilão é estabelecido visualmente. Desculpe, mas neste sentido, a politicagem norte-americana sobre terrorismo realmente me afetou. Logo, quando você conta um, dois, três, quatro afegães, aterrorizado você está. E não só o espectador fica: Ao descobrir que suas armas, criadas para defesa dos jovens norte-americanos são usadas pelos inimigos, o inocente Stark vê seu mundo bipartir. E aproveitando a onda, já que está sequestrado, construindo um míssil para os tiranos inimigos e jurado de morte, porquê não contruir algo anti-bélico, forte o suficiente para tirá-lo dali ileso e mudar  toda sua estratégia de negócios? Uma armadura parece uma ótima idéia. Ele consegue e o resto é adicional de métricas marketeiras com uma alta dosagem, curiosamente, de agradáveis surpresas.

 

Com isso, o expectador só se preocupa em acompanhar a trajetória de Robert Downey Jr como super-anti-herói, entremeio a vilanias, robôs e sarcasmo até seu não muito bem sucedido affair com sua simpática (e pela primeira vez, deliciosa!) assistente, Miss Potts. Dupla esta que esbanja talento e química, ultra bem fotografada nesta película, vale ainda citar. Ainda verossímil à realidade e fiel as leis da  física: Se Newton aprova, quem sou eu para desaprovar? De qualidade inquestionável, não é gratuitamente que Homem de ferro desbancou Speed Racer nos EUA e Brasil. Mais uma clara prova de que não é só a especial-cobertura do bolo que conquista a massa. O mundo está mudando, pessoas. Blame google! ;)

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