Homem de ferro (Iron Man), EUA 2008, \'Podeeeeer!\' U$$186 milhas

de Jon Fraveau, com Robert Downey Jr, Jeff Bridges e Gwyneth Paltrow.

 

Tony Stark (Robert Downey-The 80’s-Jr) é o maior arquiteto e fornecedor de armas da indústria bélica norte-americana. Herdeiro do império e fortuna de seu pai, crê que uma boa arma é aquela que somente é disparada uma vez. Mas toda sua ‘crença’ é colocada a prova quando sequestrado por afegães durante uma demonstração de armas. Mantido em cativeiro, é obrigado pelo  líder dos rebeldes a construir um míssil ultra-mega-ofensivo para atacar americanos. Indignado, ele usa seu talento para criar uma armadura. Esta que o ajudaria a fugir do cativeiro, é na verdade um berço para um novo super-anti-herói, o Homem de Ferro, que pega geral, exceto sua linda assistente, Miss Potts (Gwyneth-Shakespeare-Paltrow).

 

E ele salva o mundo… de si mesmo.

 

Primeiramente é legal destacar que nunca fui  muito o cara de HQs. Sempre curti, entretanto nunca fui o tipo ‘geeky’ de acompanhar semanalmente ou mensalmente. E discordo plenamente de quem o que caracteriza uma  boa adaptação de superhero movie pela qualidade dos efeitos especiais e a quantidade de cenas de ação, até porquê com a atual Hollywood, isso é inquestionável como qualidade. Já o ‘teor humano’ na tela sim, para mim, é o que caracteriza o blockbuster como: fodão ou chato pra caralho. Das  três HQs que acompanhava, X-Men e Quarteto Fantástico continuam sendo as mais bacanas adaptadas, enquanto Homem Aranha perdeu a graça depois de virar emo (triste fim para o super herói da minha infância). Nunca acompanhei de fato Iron-man. E fui com um pé e um calcanhar atrás para a sala de cinema pois acreditava ser mais um filme boom-boom onde tudo e todos explodem, com aquela já sacada ‘pitada de humanidade’ e um babacão Parker como protagonista. E gostei de quebrar a cara, desta vez.

 

\'Pressing the big-red-button\' Com apenas vinte minutos e ambientação completa (três ‘urras’ para Syd Field) Tony Stark se mostra um canastrão, a trilha sonora e scoring lhe faz dizer ‘hell, yeah!‘ e o vilão é estabelecido visualmente. Desculpe, mas neste sentido, a politicagem norte-americana sobre terrorismo realmente me afetou. Logo, quando você conta um, dois, três, quatro afegães, aterrorizado você está. E não só o espectador fica: Ao descobrir que suas armas, criadas para defesa dos jovens norte-americanos são usadas pelos inimigos, o inocente Stark vê seu mundo bipartir. E aproveitando a onda, já que está sequestrado, construindo um míssil para os tiranos inimigos e jurado de morte, porquê não contruir algo anti-bélico, forte o suficiente para tirá-lo dali ileso e mudar  toda sua estratégia de negócios? Uma armadura parece uma ótima idéia. Ele consegue e o resto é adicional de métricas marketeiras com uma alta dosagem, curiosamente, de agradáveis surpresas.

 

Com isso, o expectador só se preocupa em acompanhar a trajetória de Robert Downey Jr como super-anti-herói, entremeio a vilanias, robôs e sarcasmo até seu não muito bem sucedido affair com sua simpática (e pela primeira vez, deliciosa!) assistente, Miss Potts. Dupla esta que esbanja talento e química, ultra bem fotografada nesta película, vale ainda citar. Ainda verossímil à realidade e fiel as leis da  física: Se Newton aprova, quem sou eu para desaprovar? De qualidade inquestionável, não é gratuitamente que Homem de ferro desbancou Speed Racer nos EUA e Brasil. Mais uma clara prova de que não é só a especial-cobertura do bolo que conquista a massa. O mundo está mudando, pessoas. Blame google! ;)

 

Três vezes amor (Definitely, Maybe), EUA 2008.

\'Abraçando o Pateta!

De Adam Brooks, com Ryan Reynolds, Abigail Breslin, Elizabeth Banks, Rachel Weisz, Kevin Kline e Isla Fisher

 

Will Hayes (Ryan-VanWilder-Reynolds) está se divorciando. Cansado e deprimido com sua insatisfatória love life só pensa em buscar sua filha no colégio e esquecer de tudo. Mas sua filha Maya (Pequena Miss Sunshine) não o deixa esquecer do assunto e faz com que o pai lhe conte detalhes de sua vida amorosa. Relutante, papai inventa um jogo, este onde ele conta detalhes de sua vida amorosa desde seu início e, com características aleatórias, sua filha descobre quem é sua mãe na história.

 

Definitivamente, talvez um bom filme

 

\'Darling, já ganhei um oscar!\'‘Grande personagem, grande ator’. Bola-fora #1! Ryan Reynolds teve sua big shot pra crescer aos olhos de grandes diretores e tudo o que ele entrega à tela é falso, insípido e apático. Ele não convence em situações cômicas, românticas e tampouco dramáticas. Mas isso não é de ontem, todos nós sabemos como ele estragou o remake de Amityville Horror. Ainda quando comparado diretamente aos ‘colegas’ de elenco, grandes nomes como Kevin Kline e Rachel Weisz. E sim! Rachel-delícia foi injustiçada! Não por ela ser gata, maravilhosa, deliciosa, incrível atriz e até já ter ganho um oscar. Seu personagem, uma jornalista liberal que tem um caso vitalício com seu professor da faculdade (Kevin Kline) e curte um affair com Will, é de meras pequeno. É  muita atriz para pouco papel. De qualquer forma, ela dá ao personagem grandiosas dimensões, tranformando-o em algo indispensável a trama. Os pecados  novamente vem acerca da ‘Pequena Miss Sunshine’. Ok, que a culpa não é muito lá dela. O pecaminoso é Adam Brooks e seu roteiro cheio de saídas cafonas e clichês conseguindo deixar nossa Dakota Fanningwannabe ainda mais chata.

 

Por mais que seja dotado de diversos clichês e um protagonista de qualidade duvidosa, o filme vale pela ambientação (Nova Yorque, sempre irresistível), o revival da era Clinton nos EUA nos faz lembrar do pacífico mundo que um dia vivemos… E caras: é mais uma história de amor fofinha, pra se ver com a namorada e nada mais! Um pouco entediante, chato, com uma guria chata falando… Nada além disso. E ouso dizer que, dentro deste gênero ainda, tem muitos bons filmes. Este, não é um deles.

 

 

Amiga, a morte me liga. Devo atender?

Uma chamada perdida (One missed call), EUA 2007, U$$ 20 toneladas de banana

de Eric Valette com Shannyn Sossamon e Edward Burns

 

Em uma bela cidade universitária genérica dos Estados Unidos, moçoila bonita que estuda psicologia – Beth (Shannyn-Moonlight-Sossamon) – fica atônita ao descobrir que seus amigos recebem chamadas com o som de sua morte. Não aterrorizada o suficiente, entra em pânico ao saber que eles de fato morrem do mesmo jeito que as suas ligações. Boo!

 

Por quê o gato? Por quê? 

 

Sem criatividade alguma, nosso amigo, o diretor francês Eric Valette – welcome do Hollywood, b-atch – mostra a digna arte de copiar sem contextualizar. A sequência inicial da trama é muito, mas muito semelhante a do brilhante suspense real-action de Joel Schumacker ‘Por um fio’, mostrando a importância da comunicação celular no dia-a-dia do ser humano. Como se ‘as sequência tudo’ não fossem suficientes, ainda existe um take. Um tilt bem bizarro que  mostra um cartaz, dizendo: “Seu telefone, sua vida”. Em horas como esta você pensa: “Preciso trocar de operadora, porquê a minha está me cobrando demais…” Anyway, o filme segue e mostra uma bonita moça falando ao celular e indo estudar, acompanhada de seu bichano e seu enorme  pote de remédios. Enquanto finge que folheia (não convenceu nem a idosa que ao meu lado dormia) gatinho foi passear no quintal. Perdido e solitário, o bichano desata a miar, deixando nossa estudiosa preocupada. Que em seguida parte em sua busca. Enquanto a moçoila o procura em seu bucólico laguinho, uma assustadora mão surge do nada, puxando-a para dentro do lago. Sim, ela morre. Contudo, o triste fim desta sequência não chegou. Ainda! Nosso gatito reaparece, feliz e ‘miante’. Enquanto olha para a agitada água do lago, do nada é puxado pela mesma mão. O que me leva a filosofar: “Será que o gato recebeu uma mensagem na caixa postal? Algo do tipo: ‘Miau, miau!? Miaaaaaaaaaaaaaau? pluft!”

\'Um pobre ligando pra mim\'Não é de hoje nem anteontem que Hollywood gosta de replicar obras estrangeiras. Mas o repentino interesse em remakes de obras orientais me assustam. Por box office, todos querem ser um fenômeno ‘O chamado’, mas fatídicamente isso não é lá muito possível, por se  tratar de uma combinação de sorte, bom roteiro e bom diretor. Neste caso, nem com Hermes & Renato na direção faria funcionar, pois o roteiro é cafona demais. Até para filme trash (faltou um Carlos Daniel e uma Maria Mercedes pra fechar o pacote das tiradas universalmente conhecidas!). E a Arte do filme, absurdamente criativa: Todo o elenco possui o mesmo modelo de celular. Acho que alguma promoção bombástica apareceu e todos compraram o mesmo modelo! E as portas do hospital incendiado? Novíssimas! ¬¬

 

Divertiiiiiiiido

 

\'Ish! Ela tá mortinha mesmo...\'

Nada assusta no filme, de fato. A composição sonora é clássica: assusta com berrões 5.1, inclusive quando a imagem não os acompanha. Embora a estética dos fantasmas seja muito boa e bem colocados em cena. Contudo, alegria de pobre dura pouco. No prelúdio da sequência final da película, no hospital incendiado, me aparece um bebê fantasma segurando um celular. Ooooooooooooh, céus! O que fiz para merecer isso? Queria eu ter forças para parar de rir. Até que consegui, mas não por muito tempo. Um cadáver incendiado segurava um celular. Tão carbonizado quanto o corpo. E chuta: Funcionava e tocava o toque maquiavélico do espírito. Que bacana! Este é o verdadeiro ‘pai de santo!’.

 

Enfim, se o filme é bom? É engraçado, mas não vale meia-entrada no cinema. Agora só nos resta a esperança de que este gênero entre em longas férias, por falta de criatividade. Afinal, já tivemos tv’s possuídas, câmeras fotográficas, fitas vhs, computadores e agora celulares. O que mais eles vão possuir? Um vibrador? Bem inóspito, não? 

 

E, se você é todo yuppie que quer um celular todo cool, porquê não baixar o toque maldito do filme? E colocar personalizado para quando sua mãe te liga, por exemplo? Se estiver fazendo besteira na rua, já sabe que vai morrer em casa. Baixe aqui de grátis! ;)